A origem do precioso grão mistura-se com as lendas de quase todas as religiões: os egípcios atribuíam o seu aparecimento à deusa Isis; os fenícios, a Dagon; os hindus, a Brama; os árabes, a São Miguel; os cristãos, a Deus.
O mais provável é que as primeiras formas, um pouco mais elaboradas, do consumo de grãos tenham sido papas e mingaus obtidos a partir do cozimento na água. O certo é que, no ano 2500 a.C., já se tinham descoberto e inventado todas as condições para o progressivo aperfeiçoamento do pão. Já se conhecia a técnica da moenda, mesmo que grosseira, para produzir farinha. Já se conhecia a peneira para separar as cascas e demais resíduos dos cereais e para a obtenção de diferentes tipos de farinhas. Os trigais brasileiros se anteciparam aos norte-americanos, argentinos e uruguaios, pois o Brasil foi o primeiro país americano a exportar trigo, graças às lavouras que teve em São Paulo, Rio Grande do Sul e outras regiões. Em 1737, alguns colonos dos Açores chegaram ao Rio Grande do Sul e se dedicaram à triticultura. Em 1780, foram colhidas no Rio Grande do Sul 2 mil toneladas de trigo. A produção atual do Brasil é de 2 milhões de toneladas/ano, sendo que o consumo nacional é de 9 milhões de toneladas/ano. O Brasil importa, principalmente da Argentina e do Canadá. A Bahia está retomando a produção de trigo. A viabilização da cultura será fundamental para o agronegócio baiano, já que o estado precisa importar todo o trigo que consome. O plantio do cereal começou em abril, em uma área de 300 hectares no município de Mucugê, na Chapada Diamantina. Estudos também estão sendo realizados em Barreiras, a 855 km da capital, para a viabilização da cultura em 20 mil hectares irrigados. Atualmente, os principais produtores de trigo no Brasil são os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A produção, no entanto, ainda é pequena, face às necessidades do país, que precisa importar 70% do trigo que consome a cada ano. Na Bahia, 100% do trigo utilizado vem da Argentina e do Rio Grande do Sul. Pesquisas da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) apontam que as condições de solo, altitude e temperatura de algumas regiões do estado são favoráveis à produção de trigo. "A Bahia tem condições de produzir cinco toneladas por hectare na fase inicial", disse o diretor-presidente da EBDA, Joaquim Santana, comemorando a entrada do estado entre os produtores brasileiros do cereal. Segundo Santana, o plantio de trigo vai proporcionar economia de divisas e geração de receitas para o estado, além de criar mais uma opção de cultivo para os agricultores. "O produtor poderá fazer uso da rotação de cultura, o que o ajudará na quebra do ciclo de doenças na lavoura", disse. Em anos anteriores, o estado já foi produtor de trigo. No entanto, as variedades plantadas tinham baixa capacidade produtiva e pouca qualidade industrial. "Vamos continuar trabalhando novas variedades a fim de aumentar nossa base genética e identificar variedades mais produtivas do que as já disponíveis no estado", informou o diretor-presidente da EBDA. A operacionalização da cultura é fruto de um protocolo assinado, no mês passado, entre a Secretaria da Agricultura (Seagri), a Empresa Brasileira de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa), a prefeitura de Mucugê e o Grupo J. Macêdo A empresa privada tomou a iniciativa de comprar todo trigo que for produzido na região, garantindo a comercialização da safra em condições competitivas para os produtores. "Vamos adquirir toda a produção do trigo nos mesmos níveis de preço e qualidade praticados pelo mercado mundial do produto"Apesar da parceria estabelecida com a J. Macêdo, a venda do produto é aberta à participação de qualquer outra empresa interessada no negócio. A indústria está presente desde 1968 no estado, com um moinho em Salvador e fábricas de massas Brandini, de mistura para bolo Dona Benta e de Biscoito Águia. O grupo de origem cearense utiliza cerca de um milhão de toneladas de trigo por ano na produção de alimentos à base do cereal. Com faturamento de US$1 bilhão no ano passado, a empresa projeta este ano um crescimento de 3% no mercado baiano e nacional., disse o diretor institucional da empresa J. Macêdo, Ricardo Ferraz, assegurando que pagará pelo trigo o mesmo valor que a empresa compra o cereal que chega no Porto de Salvador. A marca Dona Benta é líder Brasil na categoria de Farinhas Doméstica.
O homem cultiva o triticum vulgare (trigo), há aproximadamente 8 mil anos. No início, triturava-o entre pedras rústicas, para aproveitar a farinha. Foram encontrados grãos de trigo nos jazigos de múmias do Egito, nas ruínas das habitações lacustres da Suíça e nos tijolos da pirâmide de Dashur, cuja construção data de mais de três mil anos antes de Cristo.
Trigo do Brasil:
O trigo deve ter sido uma das primeiras culturas tentadas pelos portugueses no Brasil. A história do trigo no Brasil teve início em 1534, quando as naus de Martim Afonso de Sousa trouxeram as primeiras sementes de trigo para serem lançadas às terras da Capitania de São Vicente, de onde foi difundida por todas as capitanias, invadindo até a Ilha de Marajó, cujas plantações se tornaram, mais tarde, famosas.
O trigo é o novo desafio da agricultura baiana:
Retomada da produção do cereal começa pelo município de Mucugê, na Chapada Diamantina - Gladys Pimental, Jornal Correia da Bahia
Curiosidades:
- A produção mundial de trigo é de quase 600 milhões de toneladas.
- O maior produtor mundial é a China, com pouco mais de 100 milhões de toneladas.
- O trigo para quibe, chamado de burghul, é proveniente dos grãos de trigo integral partidos.
Farinhas domésticas na Dona Benta Alimentos:
A Farinha Dona Benta Especial é a líder de mercado no Brasil. É a única marca comercial de farinha de trigo com disponibilidade de venda em todo o território nacional. Tem distribuição garantida em qualquer ponto-de-venda, apresenta duas versões (sem e com fermento), foi a primeira farinha a utilizar embalagem plástica (melhor conservação e proteção, garantindo um produto sempre "fresquinho") e está presente em todos os receituários dos cursos de culinária da Cozinha Dona Benta. A Dona Benta faz parte do dia-a-dia da culinária caseira, lembrando produtos elaborados com "carinho", "qualidade", "nutritivos" e "saborosos".
Tipos de Trigo:
O grão de trigo pode ser dividido em 3 partes: casca (parte externa que recobre todo o grão), gérmen (parte mais protéica, localizado na parte superior do grão e de onde se origina uma nova planta) e endosperma (parte central do grão, de onde é extraída a farinha).
- Especial: Extraída da parte central endosperma, onde apresenta uma coloração mais clara. A "Dona Benta Especial" é produzida com este tipo de farinha.
- Comum: Obtida através da parte mais externa do endosperma, próxima à casca e, por isso, apresenta uma coloração mais escura.
- Integral: Proveniente da casca, do gérmen e do endosperma. Apresenta uma textura fibrosa e coloração mais escura.
- Grano Duro: Farinha proveniente da variedade de grão denominado "trigo de grano duro", sendo utilizado para produção de "macarrão de grano duro". As "Massas Dona Benta Grano Duro" são produzidas com este tipo de farinha.
